Repensando os distúrbios de aprendizagem a partir da psicologia histórico-cultural.
Ultimamente temos notado que práticas e rotulações tornam as crianças culpada por não aprender , portadora de distúrbios de aprendizagem.
A educação escolar tem um importante papel nesse processo de transformação das funções psicológicas elementares em superiores, que são capacidade de desenvolver a memória, atenção, abstração, aquisição de instrumentos com fala e pensamento.
Duarte (2000), defende que o conhecimento científico deve ser apropriado por todos os membros da sociedade. Segundo Saviani (2003), a escola é um espaço ora implícito, ora explícito para luta de classes da sociedade capitalista.
Atualmente, fala-se de distúrbio de aprendizagem e de ensinagem, sendo distúrbio de aprendizagem um tema que refere-se a um grupo heterogêneo de desordens, sendo elas distúrbio sensorial, retardo mental, distúrbio emocional e social.
As crianças devem ser entendidos como indivíduos que se desenvolvem ou não a partir do meio sócio-cultural e também através dos processos de raciocínio que o homem adquire ao longo de milhares de anos de evolução.
Sobre as relações existentes na escola que atribuem a dificuldade no processo de escolarização à criança tendo como resultado elevada repetência, evasão, exclusão e rotulação.
Na síntese de Leontiev (1978), o verdadeiro problema está na aptidão ou inaptidão dos processos para aquisição de cultura humana, o fundo do problema é que cada homem, cada povo tinha a possibilidade de desenvolver-se a partir do lugar que ocupa nas relações sociais. Sendo o papel da educação escolar criar novas gerações de aptidões que possibilitem aos homens o asesso à cultura historicamente produzida.
Redimensionando a questão: do produto ao processo de aprendizagem.
Segundo Vigotsky o processo de humanização se dá através da mediação do adulto desde a formação e desenvolvimento dos conceitos espontâneos:
- Conceitos científicos;
- Aquisição sistemática do conhecimento científico;
- Processo de alteração ou de instrumentalização cultural da criança.
Processo de aquisição da leitura e escrita.
Para Vigotsky (1998), a aprendizagem da leitura e da escrita converte-se em uma tarefa mecânica e sem sentido. Portanto, Luria (1998) afirma que a criança deve apropriar-se do uso funcional da escrita através da escola e da atuação do professor. Enfatiza também que não é a compreensão que gera o ato, mas o ato que gera a compreensão.
Processo de aquisição do cálculo.
Conexão entre conteúdos escolares e práticas sociais do cotidiano. Somente uma teoria como a PHC é capaz de auxiliar na crítica e superação da atual sociedade excludente do que para sua tranformação.
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